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Quando é tempo para viver e deixar morrer, e você não consegue tentar de novo, algo dentro desse coração morreu. Você está em ruínas!
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Posso morar no planeta Terra, mas não me defino como terráquea. Nem pensar. Eu não sou como os outros habitantes daqui, que confiam mais em tudo o que veem. Meu mundo vai além disso. Gosto mais de coisas abstratas, como o céu que não posso tocar e o amor que não posso ver. Apesar de não serem visíveis, eu os sinto. Apesar de todas as decepções constantes, eu continuo acreditando num Deus supremo e todo poderoso. Continuo pensando que o amor me trará algo melhor que lágrimas. E não sou muito pessimista. Só um pouquinho. Não coloco fé nessas paradas de apocalipse, demônio, homem do saco, fim dos tempos… Prefiro focar na minha vida. O mundo está aí, desabando. Desintegrando bem na frente dos meus olhos. E isso nunca me arrancou a felicidade. Se me feriram, é claro que sofro bastante. Agora, se num raio de dois quilômetros, há pessoas arrancando a cabeça uma da outra… Não ligo. Generosidade eu uso com quem me faz bem e sabe reconhecer. Os jovens de hoje acham mais conveniente pensar com a cabeça de baixo. Cérebro, relaxa. Eu não vou te abandonar. Não curto isso de bagunçar a natureza. Porque sei o que é ter um coração bagunçado. Tenho medo do futuro, logicamente. Medo do que vocês estão fazendo com ele. Estou vendo a ética sendo jogada no lixo. Personalidades boas sumiram. Os restos de educação e inteligência são meros fragmentos dentro de uma lixeira. Não é necessário repetir o de sempre: que o mundo não vai acabar, ele já acabou faz um tempo. Vocês sabem. E pisam em cima dos valores morais como se fossem papel de bala comestível, certo? Querem o que? Um pedaço de vergonha na cara? O mínimo de decência? Ah, não. Vocês querem talvez férias pra vida inteira. Querem param de estudar para poderem se agarrar vinte e quatro horas por dia nas esquinas da rua. Ah, contem outra. Essa história eu conheço. É uma história com um final ridículo. Nada feliz.”  Mayne S, linhas gastas







Tem gente aí que acha bonito – exatamente, bonito – ficar dizendo que tem anorexia ou bulimia pra chamar atenção, certas garotas que sabem que são magras e ficam com essa palhaçadinha de dizer “To gorda!” “Ai, vou fazer dieta.” “Vou vomitar minha janta” como se isso fosse uma brincadeira (e pra fazer algumas pessoas acima do peso se sentirem mal) e aí quem REALMENTE tem a doença acaba sendo desrespeitado por isso. Muitas pessoas que passam, de verdade, por problemas de auto-mutilação e depressão, são chamadas de mentirosas porque UM BANDO DE BABACAS que nem saiu das fraldas ainda fica passando a gilete no pulso porque não tem pelos pubianos pra tirar ou acha bonitinho dizendo que tem a doença que a Demi Lovato teve. Isso me da um ódio. Me sobe uma vontade de bater em quem faz coisas desse tipo. Os depressivos são chamados de dramáticos porque tem uns acéfalos que ficam brincando de dizer que estão com depressão só porque não ganharam iphone no aniversário ou porque não arrumaram um namorado ou não saíram pra balada na sexta. Às vezes porque o namoro virtual acabou. Bipolaridade virou adjetivo bonitinho pra dar nome à url de tumblr ou pra falar umas demências no twitter. Tem muitos passando por problemas sérios e ainda assim sendo criticado, por culpa dessa gentalha que acha legal fingir ter uma doença só pra chamar atenção. Tem pessoas se suicidando enquanto uns babaquinhas só querem chamar atenção.







”no tumblr só tem deprimidos” ”é? vai lá de noite então”



Surpreenda, irmão. Surpreenda!





É tanta gente mentindo que eu fico sem saber em quem acreditar.